Reconstrução de LCA em Florianópolis

A lesão do ligamento cruzado anterior é a principal causa de instabilidade do joelho em atletas. A reconstrução artroscópica devolve estabilidade rotacional e viabiliza o retorno seguro ao esporte.

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O que é a lesão de LCA

O ligamento cruzado anterior é o principal estabilizador da translação anterior da tíbia e um freio essencial para a rotação do joelho. A ruptura ocorre, na maioria dos casos, sem contato: o atleta planta o pé, desacelera e gira — e o ligamento cede. Futebol, basquete, handebol, vôlei e esqui concentram a maior parte das ocorrências.

Depois da fase aguda, o joelho pode até parecer recuperado em repouso. A queixa que permanece é outra: falseio em mudanças de direção, insegurança ao correr em terreno irregular e episódios de instabilidade que se repetem — e que, a cada vez, podem lesar meniscos e cartilagem.

Sinais e sintomas

  • estalo audível no momento do trauma;
  • inchaço importante nas primeiras horas (hemartrose);
  • sensação de que o joelho "saiu e voltou ao lugar";
  • incapacidade de retomar a atividade no mesmo dia;
  • falseio recorrente em giros, cortes e desacelerações;
  • insegurança e perda de confiança no membro afetado.

Diagnóstico

O exame físico especializado é decisivo: os testes de Lachman e pivot-shift avaliam diretamente a competência do ligamento. A ressonância magnética confirma a ruptura, identifica lesões associadas — meniscais, condrais, do canto posterolateral — e orienta o planejamento. A radiografia complementa a avaliação de alinhamento e de fraturas por avulsão.

Quando operar

A reconstrução é indicada principalmente para:

  • pacientes ativos e atletas que praticam esportes de pivô;
  • episódios recorrentes de instabilidade nas atividades diárias;
  • lesões combinadas — LCA associado a menisco, LCP ou canto posterolateral;
  • profissionais cuja atividade exige estabilidade em terreno irregular ou altura.

Em contrapartida, pacientes com baixa demanda funcional, sem instabilidade cotidiana e dispostos a adaptar as atividades podem evoluir bem com reabilitação intensiva e acompanhamento.

Como é a cirurgia

O procedimento é realizado por videoartroscopia. O ligamento rompido não é "costurado": ele é substituído por um enxerto — tendões flexores, tendão patelar ou tendão quadricipital — posicionado em túneis ósseos que reproduzem a anatomia original do LCA. A fixação é feita com implantes dedicados, e lesões associadas são tratadas no mesmo tempo cirúrgico.

O posicionamento anatômico dos túneis é o detalhe técnico que mais influencia o resultado: é ele que determina se o enxerto vai controlar a rotação ao longo de toda a amplitude de movimento.

Reabilitação por fases

  1. Fase inicial (0–2 semanas) — controle de dor e edema, recuperação da extensão completa, ativação do quadríceps.
  2. Fase intermediária (2–12 semanas) — progressão de carga, ganho de amplitude, fortalecimento de cadeia fechada e controle neuromuscular.
  3. Fase de fortalecimento (3–6 meses) — potência, treino proprioceptivo avançado, início de corrida conforme critérios.
  4. Retorno ao esporte (a partir de 9 meses) — treino de agilidade, pliometria e liberação baseada em testes funcionais objetivos, não apenas no tempo decorrido.

Resultados esperados

Com indicação adequada, técnica anatômica e reabilitação completa, a maior parte dos pacientes recupera estabilidade e retorna às atividades prévias. O objetivo do tratamento não é apenas fechar a lesão: é proteger meniscos e cartilagem de danos secundários que a instabilidade repetida provoca ao longo dos anos.

FAQ

Dúvidas sobre lesão de LCA

Como sei se rompi o LCA?

O relato típico é de torção com o pé fixo, estalo audível, inchaço rápido nas primeiras horas e sensação de que o joelho 'saiu do lugar'. Depois da fase aguda, o sintoma dominante costuma ser o falseio em mudanças de direção. O diagnóstico é feito por exame físico com testes de Lachman e pivot-shift, confirmado por ressonância magnética.

Toda lesão de LCA precisa de cirurgia?

Não. Pacientes com baixa demanda funcional, sem instabilidade no dia a dia e dispostos a evitar esportes de pivô podem ser tratados de forma conservadora, com reabilitação intensiva. A cirurgia é indicada para quem apresenta instabilidade recorrente ou deseja retomar atividades que exigem giro e desaceleração.

Qual enxerto é usado na reconstrução de LCA?

As opções mais comuns são os tendões flexores (semitendíneo e grácil), o terço central do tendão patelar e o tendão quadricipital. A escolha considera idade, esporte praticado, frouxidão ligamentar, lesões associadas e histórico de cirurgia prévia — é uma decisão individualizada.

Quanto tempo para voltar a jogar futebol após a cirurgia de LCA?

O retorno ao esporte de pivô costuma ser discutido a partir de nove meses, e a decisão não se baseia apenas no tempo. São considerados critérios funcionais objetivos — simetria de força, testes de salto, controle neuromuscular e prontidão psicológica — porque o retorno precoce aumenta significativamente o risco de nova ruptura.

É possível romper o LCA de novo depois da cirurgia?

Sim, embora não seja o desfecho esperado. O risco aumenta com retorno precoce ao esporte, déficit de força não corrigido, alterações do alinhamento e prática de esportes de alto risco. Um programa de reabilitação completo e a progressão baseada em critérios reduzem substancialmente essa probabilidade.

Avaliação especializada em joelho, em Florianópolis

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